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Mágicas de Destaques .:. Minha História .:. Mágicas de Destaques

Sou alagoano, nascido numa pequena cidade do interior, Passo de Camaragibe. Terra onde também nasceu o imortal, sinônimo de dicionário, Aurélio Buarque de Holanda.


Quando criança, eu era um mocinho que não parava em casa, pois estava sempre a me divertir com os amigos. Seja jogando pião e bola de gude, seja empinando pipas, caçando animais...

Aos 15 anos, conheci uma mulher, foi a primeira menina que eu beijei. Às vezes, eu me pergunto:
o que uma mulher pode fazer na vida de um homem?
Isso fez com que aquele mocinho, que não parava em casa e vivia se aventurando, agora se dedicasse às mulheres, não restando mais tempo para os amigos. Foi uma relação que durou dois anos.


Enquanto eu adentrava no ensino médio, vivia o início de outro processo de evolução, pois foi justamente durante o primeiro ano que saí de minha terra (o meu interiorzinho) para ir estudar em outro município. Eu tinha medo de que meu colégio entrasse em greve, mas ainda guardava esperança na qualidade de ensino e num sistema educacional eficiente. Foram esses pensamentos que motivaram a minha mudança de cidade.


E assim, concluí o ensino médio. Não como um aluno nota dez. Ao contrário, o meu desempenho era um pouco abaixo da média exigida para aprovação. O que era ainda pior quando se tratavam de matemática e física. Ao invés do mínimo de seis (6,0), eu tirava notas por volta de dois (2,0) nas matérias de exatas.


Resultados esses que só me faziam não me interessar por cálculo.


Como gostar de algo em que você não se dá bem?


Então, para gostar de algo é necessário se dar bem?


Como as minhas notas estavam abaixo da média, a minha mãe, sempre protetora e a querer um futuro melhor para o seu filhinho, procurou alguém que pudesse me ajudar. Por sorte, ela encontrou um sujeito chamado Sebastião. Eu não acreditava que tal pessoa pudesse ajudar de alguma forma, mas fui ao seu encontro. E já na primeira ocasião, o sujeito me surpreendeu. Se por um lado minha mãe o pagava para ensinar exatas, por outro ele queria me ensinar de tudo. A partir daí, o meu desempenho no colégio melhorou, eu estava tomando gosto pelos estudos. A matemática e a física eram, no mínimo, estimulantes. E foi graças a esse sujeito que a paixão pela matemática começou a surgir em mim.


Então, diante disso, o quanto o meio pode interferir em nossa personalidade?


Se tal sujeito não fizesse parte dessa história o que eu seria hoje?


Nessa época, Sebastião estava estudando para o vestibular. E eu, ainda no primeiro ano do ensino médio, mal sabia o que viria a ser vestibular e faculdade. O curso para o qual ele tentaria ingressar era o de Matemática, e agora eu não tinha mais dúvida alguma de que ele conseguiria. Contudo, após ter ingressado na UFAL, ele infelizmente desistiu em meados do terceiro ano. Apesar de ele ser um amante da matemática, não dispunha do tempo necessário para tal dedicação. Era preciso trabalhar, o que o levou a desistir dos estudos.


Foi então que chegou a minha vez de prestar o vestibular. Pensei, pesquisei bastante antes de decidir sobre qual curso deveria fazer. Tinha receio de tentar matemática. Se até o meu mestre, o qual sou eternamente grato, tinha desistido, o que seria de mim? Mas Sebastião dizia: “meu jovem, faça o que você gosta.” E lá no fundo eu sentia que tinha talento, eu adorava desafios. Ficar mexendo com números, descobrindo novas possibilidades, trocar idéias malucas e ter como hobbies os jogos de xadrez e dama me levaram a, no dia da inscrição, optar pela matemática.


A faculdade é um mundo diversificado, com várias possibilidades. Vários pensamentos, crenças e pessoas. E tudo era novo e estimulante. Nas primeiras aulas de Matemática na UFAL, eu já sentia gostar do desafio, sentia o quanto a matemática e a arte eram parecidas. Como haveria de ser, conheci diversos indivíduos, professores de todo tipo, do grosseiro ao gentil e também pessoas de boa energia. São essas pessoas que nos ajudam a dar um passo a mais quando estamos cansados.


Em 2008, conclui a Licenciatura em Matemática. E para o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), eu cheguei a pensar em trabalhar com o "Cubo de Rubik", mas ao pegá-lo, não consegui encontrar uma lógica matemática. Então, decidi falar sobre as aplicações do Teorema de Pick.


Vivi o processo da dupla jornada de estudar e trabalhar. Estudando na faculdade e trabalhando, em praticamente todos os dias e horários, com as aulas de matemática. Ainda assim, não me era sacrificante, pois eu gostava de dar aulas. Era motivador sentir que em todo ser existe um potencial, e que ele mesmo por muitas vezes nem se dá conta disso. É aí que o pensamento de grandeza, o pensamento positivo, pode fazer a diferença.


Lecionei, durante três anos e parti para as aulas particulares, quando ingressei no ambiente militar do Corpo de Bombeiros. O que pode ter me levado a abandonar um pouco o mundo do educador, mas tal educador sempre estará dentro de mim. É muito bom ser bombeiro, assim como é bom ser professor. O que existe em comum é que ambos gostam de ajudar o próximo, ser professor e bombeiro me ajuda a lidar com várias pessoas e a evoluir nas interações sociais.


Depois de licenciado, até pensei em continuar o crescimento na área de matemática, fazer mestrado e doutorado. Mas o meu gosto pelo mundo tecnológico me motivou a desviar daquele da matemática pura, levando-me a ingressar no curso de Engenharia da Computação. O mundo das máquinas é um mundo maluco, e isso faz a maioria das pessoas acreditar que quem gosta dessas coisas são pessoas meio loucas. Mas já imaginou o mundo sem esses loucos?


O gosto pelo mundo tecnológico me ajudou na construção deste site. E é claro que eu não poderia deixar de contar um pouco da minha história. Nas horas vagas, continuo jogando xadrez e dama, além de também consertar computadores. Porém, também estou sempre trocando idéias malucas e tomando um bom vinho. O que eu ainda não contei, mas que é óbvio para você que me encontrou, é que existe outro mundo a fazer parte de minha história: o do ilusionismo. E se você quiser saber mais dele, eu estou aqui para lhe fazê-lo virtualmente. E melhor ainda, não poderia deixar de lhe convidar para os desafios presenciais com a seguinte citação de uma música:


“Vem ver com os próprios olhos vem ver a vida como ela é sem filtro, na veia.” ... Engenheiros do Hawaii ...